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quinta-feira, 19 de maio de 2011

Europeus querem Brasil como parceiro do programa Galileo

A UE (União Europeia) estuda convidar o Brasil para participar do desenvolvimento do programa Galileo.
Trata-se do sistema europeu de posicionamento por satélites, que ainda está em fase de implantação e concorrerá com o GPS americano. De 2007 a 2020, estima-se um investimento de mais de 5 bilhões de euros no projeto. 

A ideia de convidar o Brasil partiu da Comissão da UE (o órgão executivo do bloco), mas ainda está em processo de aprovação pelo Conselho da União Europeia (formado por ministros e chefes de Estado dos países do bloco). 

Depois de aprovada, só então a proposta deve ser apresentada ao Itamaraty. 


A condição para a entrada do Brasil no programa é que uma base de monitoramento europeia seja instalada em território nacional. 

Ela deve fazer parte de uma rede de ao menos 20 bases instaladas em diversos países, que serão usadas no controle dos satélites e na troca de dados e informações. 

Tais bases terão conexão direta com centrais de controle no continente europeu. 

CIVIL, NÃO MILITAR
Uma vez estabelecida a parceria, o Brasil deve ter o direito de usar o sistema em aplicações civis, tais como o controle do tráfego aéreo, gestão de linhas ferroviárias e transporte marítimo, agricultura e proteção ambiental. 

Também devem ser possíveis usos domésticos, como o sistema de navegação em carros particulares.
Apesar de o Brasil ceder uma base em seu território, não terá o direito de usar aplicações militares do sistema. Isso significa que, em ações bélicas, o país continuará dependente de sistemas internacionais, que podem ser bloqueados em conflitos. 

Além do GPS dos EUA, a Rússia tem uma rede de satélites com fins militares (Glonass), e a China e o Japão trabalham no desenvolvimento de um sistema regional. 

O Galileo promete ser mais preciso que o atual GPS. Enquanto o sistema americano admite uma margem de erro de metros, os europeus dizem que errarão por centímetros. 

Mas o sistema da UE precisará fazer uso de satélites americanos para complementar a sua rede.
O Galileo utilizará 30 satélites em órbita média da Terra, em uma inclinação que, em tese, trará informações mais precisas de áreas localizadas em latitudes mais altas, sendo mais útil para países no norte da Europa. 

Até agora só dois satélites experimentais foram lançados. Os dois primeiros satélites funcionais devem ser colocados em órbita no segundo semestre deste ano.(Folha de São Paulo)

terça-feira, 19 de abril de 2011

UE abre frequências de rádio para 4G

A Comissão Europeia determinou que países membros da União Europeia devem abrir duas frequências de rádio para a nova geração de aparelhos de telefonia móvel, a fim de capacitar suas redes para conexões mais rápidas à internet.

Os países membros da UE devem implementar a nova regra para permitir o acesso às frequências de 900 e 1.800 MHz por aparelhos de telefonia móvel até o fim do ano.

A qualidade da internet sem fio é um tema central na Agenda Digital da UE, que acredita que um aumento da captação de internet aumentará a competitividade no mercado da UE.

Neelie Kroes, comissária da Agenda Digital da UE, afirmou em comunicado que “a decisão abre caminho para os aparelhos mais modernos que operam em 4G ganharem acesso ao espectro necessário para sua operação”.

As novas regras “estimularão serviços de banda larga de alta velocidade e fomentarão a competição”, disse.

O 4G é a próxima geração dos padrões de Internet sem fio para telefonia móvel, que inclui as tecnologias Long Term Evolution (LTE) e a Worldwide Interoperability for Microwave Access (WiMAX). Ele é mais moderno e rápido que os padrões 3G e 2G.(Estadão/Reuters)

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Europa vai proibir motor a combustão

A Europa quer acabar com carros movidos a gasolina e a diesel em 2050. A Comissão Europeia propôs o fim deste tipo de veículo em um plano denominado de transporte verde. Para o comissário europeu dos Transportes, Siim Kallas nós podemos acabar com a dependência do petróleo sem sacrificar a eficiência e a mobilidade.

Em Bruxelas o objetivo é reduzir em 40% as emissões de gases nos próximos quatro anos no setor de transportes, incluindo a aviação. Para isto uma das propostas e fazer com que metade do transporte de meia distância seja feita por ferrovia ou outro tipo de transporte que não seja o rodoviário.

Se este objetivo for alcançado, Bruxelas terá uma redução total de 60% das emissões em comparação com 1990. A organização ambientalista Greenpeace enfatizou que, apesar da proposta de redução de emissões, a Comunidade Europeia não propõe nenhuma estratégia coerente para alcançar este objetivo e adia a necessidade de ações há décadas.

A CE quer triplicar o tamanho do transporte de alta velocidade até 2030, mas para isto deverá haver um investimento de 1,5 bilhão de euros nos próximos 40 anos. Quanto à substituição de combustíveis tradicionais por alternativas de transporte - uma redução de 50% em 2030 e o total em 2050 - e para promover o uso do carro elétrico, Siim Kallas explicou que dependem de benefícios fiscais, mas não deu detalhes.(João Leite/Uol)

terça-feira, 29 de março de 2011

Observatório detecta matéria instantes antes de ser sugada


O observatório de raios gama da ESA, Integral, detectou matéria extremamente quente, apenas um milisegundo antes de entrar para o esquecimento de um buraco negro. Mas estará mesmo condenado? 

Esta observação única sugere que parte da matéria poderá conseguir escapar.

Ninguém quererá estar tão próximo de um buraco negro. A algumas centenas de quilómetros da sua superfície mortal, o espaço é uma agitação de partículas e radiação. Vastas tempestades de partículas ficam condenadas, a velocidades próximas à da luz, elevando a temperatura até aos milhões de graus.
Normalmente, demora apenas um milisegundo até as partículas atravessarem esta distância final, mas poderá haver esperança para uma pequena parte delas. 

Graças às novas observações do Integral, os astrónomos sabem agora que esta região caótica está enredada em campos magnéticos. 

Esta foi a primeira vez que foram identificados campos magnéticos tão próximo de um buraco negro. Mais importante ainda, o Integral mostra que estes são campos magnéticos estruturados, que formam um túnel de escape para algumas partículas condenadas.

A descoberta foi feita pela equipa de Philippe Laurent, CEA Saclay, França, através do estudo do buraco negro Cygnus X-1, que está a desfazer uma estrela vizinha, alimentando-se do seu gás. 

Os seus dados parecem mostrar que o campo magnético é suficientemente forte para roubar partículas ao campo gravitacional do buraco negro, puxando-os para fora e criando jactos de matéria para o espaço. As partículas nestes jactos são levadas para trajectórias em espiral, no percurso dentro do campo magnético até à liberdade e isto está a afectar uma propriedade dos raios gama, conhecida como polarização. 

Tal como a luz visível, os raios gama são uma espécie de onda e a orientação da onda denomina-se polarização. Quando uma partícula com velocidade gira num campo magnético produz um tipo de luz, conhecida como emissão de sincrotrão, que apresenta um padrão específico de polarização. Foi esta polarização que a equipa encontrou nos raios gama. Foi uma observação difícil de conseguir. 

“Tivemos de recorrer a quase todas as observações que o Integral fez do Cygnus X-1 para conseguir esta detecção,” diz Laurent. 


Acumuladas ao longo de sete anos, estas observações repetidas do buraco negro somam agora cinco milhões de segundos de tempo de observação, o equivalente a fazer uma única imagem com um tempo de exposição de dois meses. A equipa de Laurent juntou-as todas para criar esta exposição. 


“Ainda não sabemos exactamente como é que a matéria a cair se transforma nos jactos. Há um grande debate entre os teóricos; estas observações irão ajudar a decidir,” diz Laurent. 

Os jactos à volta dos buracos negros já tinham sido observados por radio telescopios mas estas não conseguem apanhar o buraco negro com o detalhe suficiente para se saber com exactidão a que distância surgem. Isto faz com que estas observações do Integral tenham um valor inestimável. 

"Esta descoberta das emissão polarizada de um jacto do buraco negro é uma demonstração única de que o Integral, que está a cobrir a banda da alta energia no largo espectro de missões científicas da ESA, continua a produzir resultados essenciais, mais de oito anos depois do seu lançamento," diz Christoph Winkler, cientista de projecto da ESA para o Integral.(ESA - Portugal)