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sábado, 2 de abril de 2011

Governo apresenta proposta de PPB para produção de tablets no Brasil

A Secretária do Desenvolvimento da Produção do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior colocou em consulta pública (Nº5) proposta de fixação do Processo Produtivo Básico (PPB), para a produção de "microcomputador portátil, sem teclado físico, com tela sensível ao toque (touch screen) - tablet PC".

As empresas interessadas em apresentar sugestões ao texto final deste PPB terão 15 dias para se manifestar. O prazo começou nesta sexta-feira, 01/04, com a publicação desta consulta no Diário Oficial da União.

Até 31 de dezembro de 2013, estarão dispensados da montagem local as telas de cristal líquido, plasma ou que tenham outras tecnologias "com ou sem dispositivo de captura de imagem e/ou alto falantes incorporados", além do dispositivo apontador sensível ao toque (touch pad, touch screen).

Mas a partir de 1º de janeiro de 2014, pelo menos 50% (percentual mínimo) desses dois "subconjuntos" deverão ser pdoduzidos no País, "tomando-se por base a produção no ano calendário", segundo iforma a secretaria na Consulta Pública.

Outros componentes
A proposta de Processo Produtivo Básico (PPB) para os tablets, também definiu prazos para a produção local de outros componentes partes e peças. Para a placa-mãe, por exemplo, as empresas terão que observar os seguintes prazos:

Ano calendário 2011: 50%
Ano calendário 2012: 80%
Ano calendário 2013 em diante: 95%

Para as placas de circuitos impressos, "montadas com componentes elétricos ou eletrônicos que implementem a função de acesso à rede de comunicação sem fio" (wireless), as empresas somente terão de internar parte da produção a partir de 2013 (50%) e 2014 (80%).

Os demais requisitos para o cumprimento deste PPB estão no Diário Oficial desta sexta-feira (1º de abril) - seção 1; página 91.(Convergência Digital / Luiz Queiroz)

quinta-feira, 3 de março de 2011

Primeiro tablet projetado no Brasil chega por R$ 1,6 mil

'i-MXT' pode ser adaptado para o uso automotivo.
Aparelho roda o sistema operacional Android, do Google.


Uma empresa de Minas Gerais lançou em fevereiro o primeiro tablet desenvolvido e montado no Brasil. A MXT Industrial, que produz hardware para o segmento automotivo, criou o “i-MXT”, que roda o sistema operacional do Google, o Android 2.2. O tablet nacional é vendido entre R$ 1,6 mil e R$ 2,5 mil.

“Inicialmente, tínhamos como foco a indústria automotiva. Porém, no início de 2010, vimos que o aparelho poderia ser usado em uma série de outros segmentos. Por isso, remodelamos o projeto”, explica Etiene Guerra , diretor-executivo da MXT Holding.

Com tela sensível ao toque de 7 polegadas, o “i-MXT” pesa 650 gramas, tem conexão 3G, edge e wi-fi. O aparelho possui ainda câmeras frontal e traseira. Segundo a MXT Industrial, foram investidos quase R$ 4 milhões no desenvolvimento do produto.

Uso automotivo
Como o tablet pode ser adaptado para o uso automotivo, o aparelho suporta vibrações e surto de tensão. Além disso, o aparelho pode ser conectado à central eletrônica do veículo para que o GPS, o acelerômetro e outros itens sirvam para monitorar o funcionamento do carro.

“Participamos da CES 2011, em Las Vegas, para mostrar os nossos produtos. O comentário que mais ouvimos de empresas de vários países foi de que, entre os mais de 1 mil tablets apresentados no evento, o nosso era o único que poderia atender às necessidades para o segmento automotivo”, conta Guerra.

Outro diferencial, conforme a empresa, é o modem GSM/EDGE que funciona independentemente de o equipamento estar ligado ou não. Ou seja, se o aparelho for roubado, ele pode continuar a ser rastreado pelo dono.

Tablet pode ser conectado ao veículo para monitorar
o seu funcionamento (Foto: Divulgação)
 
Exportação
O tablet brasileiro será exportado para 12 países, segundo previsões da empresa. "Uma fornecedora da indústria automotiva ficou interessada no projeto e pretende levar o tablet para outros países, como Estados Unidos, Itália, Alemanha e França", disse Guerra.

Além disso, a Polícia Militar do Estado de São Paulo fechou um contrato para a compra de 11 mil equipamentos. Os tablets serão usados na frota de veículos, para melhorar a agilidade operacional. “Um policial que está na rua poderá consultar informações sobre um veículo ou a identidade de uma pessoa, por exemplo”, explica Guerra.(G1)