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sábado, 12 de fevereiro de 2011

Um anel galáctico


Que tal um anel de ouro ou prata?  Um anel de pedras preciosas, um anel de brilhantes? Bonito e caro, certamente, mas o que dizer de uma anel de buracos negros?  Você já ouviu falar? Ia querer um desses?
Bom, eu é que não, mas não parece ser o caso de Arp 147.

Essa imagem obtida da composição de imagens dos telescópios de raios-x Chandra (em rosa) e do Hubble (vermelho, verde e azul) mostra um par de galáxias em interação. Esse par faz parte de um catálogo elaborado por Harlton Arp na década de 1960, que contêm galáxias peculiares. Essas galáxias são peculiares por não se enquadrarem em nenhum dos tipos morfológicos conhecidos. A intenção era outra, mas no fim das contas Arp produziu um belíssimo atlas de galáxias em interação.

Esse é o caso que a gente vê aqui, com uma galáxia espiral à direita e outra elíptica à esquerda. Na verdade, estamos vendo o que restou da galáxia espiral, após se colidir com a galáxia elíptica.

Com a colisão, as forças gravitacionais em conjunto produziram uma onda de formação de estrelas que pode ser visto como o anel azul nos restos da galáxia espiral. Esse anel contém milhares de estrelas massivas jovens brilhando intensamente.  Essas estrelas vivem rápido e logo explodem em supernovas, deixando em seu lugar uma estrela de nêutrons, ou mesmo um buraco negro. Ambos os objetos são intensas fontes de raios-x e por isso brilham forte nas imagens do Chandra, formando esse anel de cor-de rosa.

Outras fontes de raios-x são visíveis nesta imagem. Uma delas está no centro da galáxia elíptica e é na verdade um buraco negro supermassivo com pouco gás para alimentá-lo. As outras fontes são as manchas rosas à esquerda na imagem. A mais brilhante (e mais acima) é uma estrela da nossa Via Láctea e a outra mais abaixo é um quasar bem mais distante que as duas galáxias, que estão a 430 milhões de anos-luz.(Cásio Leandro Dal Ri Barbosa)

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Nasa faz foto de galáxias que formaram buracos negros


A Nasa, agência espacial americana, divulgou uma foto da Arp 147, um par de galáxias localizadas a cerca de 430 milhões de anos-luz da Terra. 

A imagem foi possível pelos raios X emitidos pelo observatório Chandra e pelos dados ópticos do telescópio Hubble. 

A Arp 147 contém os restos de uma galáxia espiral (à direita na imagem), que colidiu com uma elíptica (à esquerda). 

Dessa colisão, surgiu uma onda de uma estrela em formação, que na foto aparece como o anel azul, formado por um aglomerado de estrelas novas. 

À medida que vão evoluindo, esses corpos celestes explodem como supernovas, deixando para trás buracos negros ou estrelas de nêutrons --uma das possíveis fases finais da vida de uma estrela. 

Tanto os buracos negros quanto as estrelas de nêutrons podem se tornar fontes de raios X brilhantes. No caso da Arp 147, eles são tão vistosos, que devem ser buracos negros com massa equivalente de dez a vinte vezes superior à do Sol. 

A foto também captou a "vizinhança" da Arp 147. Uma estrela (à esquerda, abaixo) e um quasar (ponto rosa, na parte de cima).(Folha)