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quinta-feira, 21 de abril de 2011

Celebrando 21 anos, Hubble apresenta galáxias em forma de rosa


O telescópio espacial Hubble, da agência espacial americana (Nasa, na sigle em inglês),  faz 21 anos nesta quarta-feira e apresenta imagens de duas galáxias que formam uma rosa.

Os astrônomos da agência espacial apontaram o telescópio para um grupo de galáxias interativas chamado Arp 273, na constelação de Andrômeda. A imagem foi registrada no dia 17 de dezembro de 2010 e divulgada nesta quarta.

O maior grupo de galáxias, conhecido como UGC 1810, tem forma de espiral e um disco que se distorce em forma de rosa, formado pela atração gravitacional de uma outra  galáxia, a UGC 1813.

O Hubble foi lançando ao espaço em 24 de abril de 1990, pelo o ônibus espacial Discovery. De acordo com administrador da Nasa, Charles Bolden, o telescópio "tem mudado profundamente nossa visão acerca do universo, permitindo-nos olhar profundamente o passado para abrirmos nossa olhos e percebermos tudo de majestoso e maravilhoso que nos rodeia.(SRZD)

quarta-feira, 23 de março de 2011

Galáxia abrigaria até 2 bilhões de "Terras", diz pesquisa


Apenas na nossa galáxia, a Via Láctea, podem existir até 2 bilhões de planetas de tamanho semelhante ao da Terra. E isso é apenas a ponta do iceberg estelar. Cientistas estimam que existam mais de 50 bilhões de outras galáxias no Universo. 

Os primeiros dados do telescópio Kepler, divulgados em fevereiro, mas reunidos agora em um novo estudo de pesquisadores do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, na Califórnia, sugerem que entre 1,4% e 2,7% das estrelas parecidas com o Sol possam ter planetas com tamanho entre 0,8 e 2 vezes o da Terra. 

A maioria deve estar na chamada zona habitável --a distância da estrela que permite a presença de água líquida, considerada condição essencial à vida. 

Esse detalhe animou os cientistas. "Com um número assim tão grande [de planetas com tamanho parecido com o da Terra], há uma boa chance de existir vida, talvez até inteligente, em alguns deles", disse ao site Space.com o astrônomo da Nasa José Catanzarite, um dos responsáveis pela pesquisa.
DISTANTES
 
Ainda assim, nas cem estrelas semelhantes ao Sol mais próximas da Terra (a até umas poucas dezenas de anos-luz daqui), deve haver apenas duas com planetas do tamanho do nosso. 

Mas, segundo os autores do trabalho publicado no "Astrophysical Journal", a quantidade de "gêmeas" nas redondezas pode aumentar. Catanzarite notou que outro tipo de estrela --as gigantes vermelhas-- também pode abrigar planetas desse tipo. 

Nesses astros, que são mais antigos e já esgotaram o suprimento de gás hélio, a detecção é mais complexa. Os cientistas pretendem localizar os planetas pela força gravitacional que eles exercem, e não por alterações no brilho da estrela, como no telescópio Kepler. 

Como estrelas desse tipo são bem mais comuns do que as do tipo do Sol, é muito provável que possam existir ainda mais "Terras" por aí.(Folha de São Paulo)



quarta-feira, 2 de março de 2011

Astrônomos corrigem distância de galáxia em relação à Terra

Conjunto de estrelas 'NGC 247' está a 11 milhões de anos-luz do planeta.
Valor anterior era de 12 milhões de anos-luz.

Imagem mostra a galáxia NGC 247, localizada na direção da constelação do Escultor, e distante 11 milhões de anos-luz da Terra. O afastamento da galáxia em relação ao planeta foi recalculado após observações feitas com o telescópio MPG, do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês). A nova medição diminuiu a distância em 1 milhão de anos-luz. As manchas rosas mostram berçários estelares. (Foto: ESO)

 

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Um anel galáctico


Que tal um anel de ouro ou prata?  Um anel de pedras preciosas, um anel de brilhantes? Bonito e caro, certamente, mas o que dizer de uma anel de buracos negros?  Você já ouviu falar? Ia querer um desses?
Bom, eu é que não, mas não parece ser o caso de Arp 147.

Essa imagem obtida da composição de imagens dos telescópios de raios-x Chandra (em rosa) e do Hubble (vermelho, verde e azul) mostra um par de galáxias em interação. Esse par faz parte de um catálogo elaborado por Harlton Arp na década de 1960, que contêm galáxias peculiares. Essas galáxias são peculiares por não se enquadrarem em nenhum dos tipos morfológicos conhecidos. A intenção era outra, mas no fim das contas Arp produziu um belíssimo atlas de galáxias em interação.

Esse é o caso que a gente vê aqui, com uma galáxia espiral à direita e outra elíptica à esquerda. Na verdade, estamos vendo o que restou da galáxia espiral, após se colidir com a galáxia elíptica.

Com a colisão, as forças gravitacionais em conjunto produziram uma onda de formação de estrelas que pode ser visto como o anel azul nos restos da galáxia espiral. Esse anel contém milhares de estrelas massivas jovens brilhando intensamente.  Essas estrelas vivem rápido e logo explodem em supernovas, deixando em seu lugar uma estrela de nêutrons, ou mesmo um buraco negro. Ambos os objetos são intensas fontes de raios-x e por isso brilham forte nas imagens do Chandra, formando esse anel de cor-de rosa.

Outras fontes de raios-x são visíveis nesta imagem. Uma delas está no centro da galáxia elíptica e é na verdade um buraco negro supermassivo com pouco gás para alimentá-lo. As outras fontes são as manchas rosas à esquerda na imagem. A mais brilhante (e mais acima) é uma estrela da nossa Via Láctea e a outra mais abaixo é um quasar bem mais distante que as duas galáxias, que estão a 430 milhões de anos-luz.(Cásio Leandro Dal Ri Barbosa)