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sábado, 19 de março de 2011

FAB monta esquema especial para chegada de Obama


Como parte do esquema de segurança montado para a visita do Presidente Barack Obama ao Brasil, a Força Aérea Brasileira irá conduzir ações de controle e defesa do espaço aéreo durante todo o período da presença do Presidente dos Estados Unidos, dos dias 19 a 21 de março. Haverá caças de prontidão, ações de segurança em solo e restrições de sobrevoo.

O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) emitirá informações aeronáuticas que terão como objetivo maximizar a segurança da comitiva do Presidente Barack Obama e reduzir os impactos sobre o tráfego aéreo civil. Em Brasília e no Rio de Janeiro, as medidas são semelhantes às adotadas em outros eventos, como a posse da Presidente Dilma Roussef, no dia 1° de janeiro.

Caças F-5EM, Mirage 2000 e A-29 Super Tucano permanecerão de prontidão para a defesa do espaço aéreo. O Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA) também contará com aviões-radar E-99 e baterias de artilharia antiaérea, posicionadas em locais estratégicos.

Todos os aviões conduzindo a comitiva do Presidente Barack Obama serão monitorados pelos Órgãos de Controle da FAB enquanto estiverem sobrevoando o espaço aéreo brasileiro. Também ocorrerão ações de segurança no solo nos locais de embarque, desembarque e estacionamento das aeronaves.(FAB/Poder Aéreo)

sexta-feira, 18 de março de 2011

Ida de Obama à Cidade de Deus vira nova polêmica

Depois da decisão, confirmada pela Embaixada dos EUA, de cancelar o discurso público que Barack Obama faria na Cinelândia, no centro do Rio, a ida do presidente norte-americano à Cidade de Deus também se transformou em polêmica.

Por conta das regras de segurança impostas pela Casa Branca, entidades como a Cufa (Central Única de Favelas) e celebridades como o rapper MV Bill e o produtor Celso Athayde fizeram críticas públicas no Twitter e se retiraram da organização do evento.

Segundo essas críticas, as exigências iam da evacuação das ruas da comunidade nos locais pelos quais Obama vai passar à obrigação de retirada de marcas da prefeitura e de projetos sociais da Cidade de Deus.

"O Brasil não é privada", esbravejou Celso Athayde, no Twitter, ao anunciar que não participará da recepção a Obama.

Antes dele, a Cufa já havia abandonado a organização do ato, que está sendo programado como mais uma exposição midiática de Obama no Brasil.

O cancelamento do ato da Cinelândia foi decidido por questões de segurança. A convocação de protestos contra Obama e a percepção de que o local não oferece garantia de fácil evacuação em caso de tumulto levaram a Casa Branca a optar por um evento fechado, que deve ser no Teatro Municipal, localizado na mesma praça.(Folha de São Paulo)

terça-feira, 1 de março de 2011

EUA posicionam navios e aviões perto da Líbia


WASHINGTON (Reuters) – As Forças Armadas dos Estados Unidos estão posicionando navios e aviões militares perto da Líbia, afirmou um oficial do Pentágono na segunda-feira, no momento em que o governo do presidente Barack Obama intensifica a pressão para que o líder líbio, Muammar Gaddafi, deixe o poder.

Os navios poderão ser usados para missões humanitárias e de resgate, afirmou a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, em Genebra, onde ela disse ao Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) que Gaddafi estava usando “mercenários e bandidos” para reprimir uma manifestação popular.

“Não há qualquer ação militar pendente envolvendo embarcações navais dos Estados Unidos”, ela disse, depois que o Pentágono anunciou que estava posicionando navios de guerra e unidades da Força Aéreo perto do litoral líbio.

“Nós estamos aproximando navios da Líbia em caso de necessidade”, afirmou o coronel David Lapan, um porta-voz do Pentágono.

O coronel afirmou que aviões também estavam sendo reposicionados perto da Líbia, onde Gaddafi permanece irredutível diante da pressão do Ocidente e do seu próprio povo para acabar com seu regime de 41 anos.

O governo norte-americano afirmou que a ação militar é uma das opções que está considerando, embora muitos analistas dizem ser muito improvável que os Estados Unidos lancem uma invasão terrestre ou ataques aéreos por causa da situação volátil no país norte-africano.

O Pentágono não deu detalhes de quais forças estavam sendo mobilizadas, mas o anúncio deve ter o objetivo de enviar um sinal para Gaddafi e seu governo de que os Estados Unidos estavam agindo.

Não estava imediatamente claro quais navios a Marinha norte-americana têm no mar Mediterrâneo, mas o país possui dois porta-aviões estacionados mais a leste. A Sexta Frota dos Estados Unidos tem sua base perto de Nápoles, na Itália, no Mediterrâneo, em frente à Líbia.

Os Estados Unidos também estão conversando com aliados sobre criar uma zona de “restrição aérea” na Líbia, afirmou o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney.

Essa condição poderia impedir que Gaddafi usasse aviões de guerra ou helicópteros para atacar rebeldes que tomaram grandes áreas do país.

(Reportagem de Missy Ryan, Jeff Mason, Steve Holland, Glenn Somerville e Alister Bull, em Washington; de Andrew Quinn, em Genebra; e de Peter Apps, em Londres)
FONTE: Reuters/Brasil Online / FOTO: US Navy