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segunda-feira, 20 de junho de 2011

Mega venda da Embraer no Paris Air Show


LE BOURGET, França (Reuters) – A Embraer anunciou encomendas de 39 aviões nesta segunda-feira na abertura da Paris Air Show, em acordos avaliados em 1,7 bilhão de dólares a preços de tabela.

Se consideradas as opções de compra de outras 22 aeronaves, o valor combinado dos contratos pode alcançar 2,6 bilhões de dólares.

A maior das encomendas foi feita pela companhia aérea Sriwijaya Air, da Indonésia, com aquisição de 20 aviões Embraer 190, de 100 lugares, e direitos de compra de outras 10 unidades.

“Vimos uma demanda muito boa por nossos jatos”, disse a jornalistas o vice-presidente de Aviação Comercial da Embraer, Paulo Cesar de Souza e Silva, ao revelar as encomendas.

Os outros clientes são Air Lease, Air Astana, GE Capital Aviation Services (da General Electric) e Kenya Airways, segundo a Embraer.

A fabricante previu ainda demanda por 7.225 jatos regionais de 30 a 120 passageiros nos próximos 20 anos, no valor de 320 bilhões de dólares.

Por Cesar Bianconi
Fonte: Reuters / Blog do Poder Aéreo

terça-feira, 3 de maio de 2011

Série Aviões de Combate - 001 - SEPECAT Jaguar - Inglaterra / França

O SEPECAT Jaguar é um avião de ataque franco-inglês.



Foi resultado de um projeto conjunto das firmas BAC (hoje BAE) inglesa e Breguet France (hoje Dassault) francesa. Originalmente concebido como um avião de treinamento táctico, transformou-se em um caça-bombardeiro. O primeiro exemplar voou no dia 8 de setembro de 1968. Quatro versões foram construídas: o Jaguar S monoplace e o Jaguar B biplace para a RAF, o Jaguar A monolugar e o Jaguar B bilugar para a Força Aérea Francesa. Foi ainda construído um protótipo para a versão embarcada Jaguar M, que não teve continuidade. Omã , Índia , Equador e Nigéria adquiriram esse avião. A Índia é o maior operador, operando o Jaguar IM com radar Agave no nariz tanto em missões antinavio como em ataques clássicos. Os aviões Jaguar ingleses e franceses tiveram sua hora de glória durante a Guerra do Golfo, quando foram intensamente utilizados nas batalhas. O Jaguar francês é especializado no lançamento de mísseis AS30L guiados a Laser.


Nesta foto voa em formação com um Su-30 de fabricação Russa




Ficha Técnica

Dimensões

  • Comprimento: 16,83 m
  • Envergadura: 8,65 m
  • Área alar: 24,18 m²
  • Altura: 4,83 m

Pesos

  • Vazio operacional: 7 000kg
  • Máximo de Decolagem: 15 700 kg

Desempenho

  • Velocidade Máxima: 1.699 Km/h
  • Teto Operacional: 14.000 m
  • Raio de Ação: 3.524 km

Motores

  • Quantidade e Tipo: 2 turbinas
  • Marca: Rolls Royce/Turbomeca Adour
  • Modelo: Mk 102



(Fonte:Wikepedia)

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Senado aprova acordo Brasil-França para produção de submarinos


O Plenário do Senado aprovou nesta quinta-feira (5) acordo entre Brasil e França, firmado em dezembro de 2008, para cooperação na produção de submarinos. O Projeto de Decreto Legislativo (PDS) 79/11 segue agora para promulgação.

O acordo aprovado estabelece a cooperação bilateral no desenvolvimento e na construção de submarinos convencionais do tipo Scorpène (SBR), assim como de um submarino com armamento convencional destinado a receber um reator nuclear a ser desenvolvido pela parte brasileira (SNBR).

O texto estabelece a compra pelo Brasil de quatro submarinos e a transferência de tecnologia, bem como a assistência francesa para a construção de um estaleiro de submarinos e de uma base naval.

Durante a tramitação do acordo na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), o relator da matéria, senador João Pedro (PT-AM), observou que dois aspectos tornaram atraente para o governo brasileiro a proposta francesa: a necessidade de submarinos de propulsão nuclear para a vigilância mais adequada das águas profundas da plataforma continental brasileira, onde se encontra a camada pré-sal; e a decisão da França de fazer a transferência de tecnologia.

Segundo João Pedro, a Marinha considera que tais submarinos podem permanecer submersos por períodos mais longos, sendo mais adequados para a vigilância em águas profundas.(Agência Senado)

quinta-feira, 24 de março de 2011

Explorar centro da Terra já é viável

Em artigo na ''Nature'', cientistas europeus afirmam que tecnologia desenvolvida pela indústria petrolífera permite perfurar crosta até o manto

 

É possível fazer uma viagem ao centro da Terra ou, ao menos, ao seu início. É o que afirma um grupo de cientistas em artigo publicado na revista Nature. Segundo eles, as tecnologias existentes já são suficientes para perfurar a crosta terrestre até a camada inferior, o manto - que representa 68% da massa da Terra e permanece inexplorado. O objetivo é entender melhor a estrutura da Terra, a ocorrência de terremotos e aprimorar a exploração mineral. 

Os cientistas propõem, na prática, a retomada da primeira expedição para perfuração científica no oceano, que ocorreu há 50 anos, em abril de 1961, chamada Projeto Mohole. Embora não tenha sido bem-sucedida em seu objetivo de atravessar toda a camada rochosa que forma a crosta, essa expedição conseguiu, com os dois quilômetros perfurados a partir do subsolo em alto-mar, desenvolver a tecnologia que hoje ajuda as petrolíferas a explorarem campos de petróleo como o da camada de pré-sal de Tupi, na Bacia de Santos.

Segundo Benoit Ildefonse, da Universidade de Montpellier II, da França, um dos autores do artigo juntamente com Damon Teagle, da Universidade de Southampton, da Grã-Bretanha, "graças às companhias de petróleo, agora temos a tecnologia para perfurar a distância necessária para chegar ao manto".(Estado de São Paulo)

 

segunda-feira, 21 de março de 2011

Itália e Alemanha evidenciam divisão sobre ação na Líbia


A maioria dos países da União Europeia (UE) defendeu nesta segunda-feira a intervenção internacional na Líbia, enquanto que a Alemanha e Itália se distanciaram e evidenciaram uma divisão nos 27 membros perante a atuação da coalizão liderada pela França, Reino Unido e Estados Unidos. O ministro de Exteriores alemão, Guido Westervelle, assegurou que as críticas expressadas pela Liga Árabe aos bombardeios da coalizão confirmam os temores que seu governo tinha manifestado.

"Nós decidimos não participar, calculamos os riscos e três dias depois a Liga Árabe já critica a intervenção. Acho que tínhamos razão", afirmou Westerwelle ao chegar a uma reunião com seus colegas comunitários em Bruxelas. A mensagem da Liga Árabe que serve a Berlim para confirmar sua postura cética foi anunciada no domingo pelo secretário-geral da organização, Amr Moussa, que assegurou que a operação realizada na Líbia "é diferente do objetivo de impor uma zona de exclusão aérea".

"Dissemos que não é preciso nenhuma operação militar", acrescentou Moussa, que pediu relatórios completos do que está passando no país norte-africano. A Alta Representante da UE, Catherine Ashton, assegurou nesta segunda-feira que as palavras do responsável da Liga Árabe foram interpretadas equivocadamente. Ashton lembrou que Moussa apoiou no sábado, durante a cúpula realizada em Paris, os ataques aéreos contra alvos militares do regime de Muammar Kadafi.

Junto a chefe da diplomacia europeia, vários ministros como a espanhola Trinidad Jiménez consideraram que a operação na Líbia "está se ajustando à legalidade internacional". Jiménez confiou em "seguir contando com o apoio da Liga Árabe" para essas ações. Nessa linha, seu colega finlandês, Alexander Stubb, lembrou que a resolução aprovada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas "dá à comunidade internacional o direito e a responsabilidade de proteger as vidas civis" e disse que isso é o que se está fazendo. O ministro sueco, Carl Bildt, declarou que não há uma divisão na UE, mas "diferentes países fazem diferentes contribuições no contexto da resolução da ONU".

No entanto, quase ao mesmo tempo o titular de Exteriores italiano, Franco Frattini, indicou que seu país quer ver se as ações desenvolvidas até agora pela coalizão "estão de acordo com a aplicação da resolução das Nações Unidas". "Não deveria ocorrer uma guerra na Líbia, deve ocorrer uma aplicação plena da resolução 1973", advertiu Frattini. O italiano considerou que "é hora de passar de uma 'coalizão de voluntários' para um enfoque mais coordenado pela Otan".

Frente a essa postura, Jiménez assinalou que "parece que o que faz mais sentido" é que a operação continue liderada pela coalizão que a começou, dado que nela participam também países árabes que não pertencem à Otan. A Aliança Atlântica, dividida pela negativa da Turquia e Alemanha a participar dos ataques contra Kadafi, discute nesta segunda-feira em Bruxelas o papel que pode desempenhar na ação internacional. "É preciso esclarecer muito rapidamente a situação", urgiu o ministro de Exteriores luxemburguês, Jean Asselborn, que considerou que a Aliança deve pronunciar-se já sobre seus planos.

Cindida entre rebeldes e forças de Kadafi, Líbia mergulha em guerra civil

Motivados pela onda de protestos que levaram à queda os longevos presidentes da Tunísia e do Egito, os líbios começaram a sair às ruas das principais cidades do país em meados de fevereiro para contestar o líder Muammar Kadafi, no comando do país desde a revolução de 1969. Entretanto, enquanto os casos tunisiano e egípcio evoluíram e se resolveram principalmente por meio protestos pacíficos, a situação da Líbia tomou contornos bem distintos, beirando uma guerra civil.

Após semanas de violentos confrontos diários em nome do controle de cidades estratégicas, a Líbia se encontrava atualmente dividida entre áreas dominadas pelas forças de Kadafi e redutos da resistência rebeldes. Mais recentemente, no entanto, os revolucionários viram seus grandes avanços a locais como Sirte e o porto petrolífero de Ras Lanuf serem minados no contra-ataque de Kadafi, que retomou áreas no centro da Líbia e se aproxima das portas de Benghazi, a capital da resistência rebelde, no leste líbio.

Essa contra-ofensiva governista mudou a postura da comunidade internacional. Até então adotando medidas mais simbólicas que efetivas, ao Conselho de Segurança da ONU aprovou em 17 de março a determinação de uma zona de exclusão aérea na Líbia. Menos de 48 horas depois, enquanto os confrontos persistiam, França, Reino Unido e Estados Unidos iniciaram ataques. Mais de mil pessoas morreram, e dezenas de milhares já fugiram do país.(Terra)

sábado, 19 de março de 2011

Gaddafi descumpre cessar-fogo e ataca reduto rebelde na Líbia

O ditador da Líbia, Muammar Gaddafi, ignorou o cessar-fogo decretado por seu próprio governo e lançou ataque, por terra e pelo ar, contra o reduto dos rebeldes da oposição, a cidade de Benghazi, no leste do país. 

Gaddafi alertou ainda, segundo um porta-voz, que qualquer intervenção internacional na Líbia será uma "clara agressão". "Isto é injustiça, isto é uma clara agressão", disse Gaddafi, em uma carta enviada à ONU (Organização das Nações Unidas), à França e ao Reino Unido.  

"Vocês também vão se arrepender se tomarem um passo para interferir nos nossos assuntos internos", continuou Gaddafi, em meio aos preparativos da França e aliados para impor, por meio de força, a zona de exclusão aérea e medidas de proteção aos civis aprovadas pelo Conselho de Segurança da ONU na quinta-feira (17). 

Segundo o porta-voz, Gaddafi enviou ainda uma carta separada aos Estados Unidos, na qual disse que todos os líbios estão preparados para morrer pelo país. 

O ditador reverte assim as declarações de seu chanceler, Moussa Koussa, que foi a público menos de 24 horas atrás dizer que a Líbia aceitava a resolução da ONU e decretava assim cessar-fogo imediato e a interrupção de todas as operações militares. 

Neste sábado, as forças rebeldes derrubaram um avião militar de Gaddafi, que bombardeava os arredores de Benghazi, deixando uma nuvem de fumaça negra. Um repórter da Associated Press viu o avião cair, em meio ao som de artilharia. 

Os jovens de Benghazi reagiam como podiam. Alguns recolhiam garrafas para fazer coquetéis Molotov. Outros moradores usavam estrado de camas e pedaços de metal para bloquear as estradas e impedir o avanço das tropas por terra. 

A rede de TV CNN relata, contudo, que a batalha por terra já começou, com tanques dos dois lados chegando cada vez mais próximos. 

"Onde está a França, onde está a Otan [Organização do Tratado do Atlântico Norte]?, chorava uma mulher de 50 anos em Benghazi. "Está muito tarde". 

O porta-voz do governo, Ibrahim Musa, negou a queda do avião, apesar das fotos registradas pelas agências internacionais. Ele também negou que as forças do governo atacaram cidades líbias e disse que são os rebeldes que violam o cessar-fogo. 

"Nossas forças armadas continuam a regredir e se esconder, mas os rebeldes continuam nos atacando e nos provocando", disse Musa. 

A rede de TV Al Arabyia registra também bombardeios das forças de Gaddafi contra os rebeldes em Zintan e disse que ao menos cinco morteiros caíram em seus arredores. 

PRONTO PARA AGIR
 
Em meio a notícia dos ataques, Paris sedia uma reunião internacional sobre a crise líbia, na qual serão discutidos os próximos passos após a aprovação da resolução da ONU. 

Nesse encontro, pode ser decidida uma intervenção militar na Líbia, disse o embaixador francês na ONU, Gerard Araud. 

Participarão da reunião a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, e o presidente francês, Nicolas Sarkozy. Líderes árabes também estarão presentes. 

A embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Susan Rice, já alertara nesta sexta-feira que as forças de Gaddafi violam o cessar-fogo previsto na resolução do Conselho de Segurança, que permite o uso de força militar para proteger os civis líbios. 

Já Araud afirmou esperar uma intervenção militar no país do norte da África horas depois de uma reunião, marcada para este sábado em Paris, entre os principais participantes de uma possível operação. 

RESOLUÇÃO
 
A criação da zona de exclusão aérea autoriza o abate de aviões do ditador líbio que decolem para atacar tropas opositoras. Em outras palavras, a ONU liberou o uso da força militar para que a resolução seja respeitada. 

A medida endurece ainda o embargo e as sanções contra Gaddafi, seus familiares e círculo mais próximo de colaboradores implementadas no mês passado. Bens e fundos de investimento do ditador e sua família na Suíça e na União Europeia há haviam sido congelados semanas atrás. 

Os Estados-membros da ONU podem agora adotar "todas as medidas necessárias" --o que incluiria ataques aéreos-- para "proteger os civis e as áreas povoadas por civis sob ataque na Líbia, incluindo Benghazi". 

O texto, contudo, exclui a presença de "qualquer força de ocupação estrangeira de qualquer tipo, em qualquer parte do território líbio". 

A resolução foi aprovada por dez votos a favor (incluindo EUA, França e Reino Unido), nenhum contra e cinco abstenções --Rússia, China, Alemanha, Índia e Brasil. 

O Brasil alegou temer que a resolução resulte em mais confrontos e disse defender uma solução pacífica aos confrontos.(Folha de São Paulo)


quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Wikileaks: França apontado como país mais ativo na espionagem industrial

Paris, 04 jan (Lusa) – Telegramas divulgados pelo WikiLeaks e publicados hoje pelo diário norueguês Aftenposten indicam que a França é o país mais ativo em matéria de espionagem industrial, relegando para segundo plano países como a China ou a Rússia.
 
Num dos telegramas confidenciais da diplomacia norte-americana que o diário norueguês cita – e que merece grande destaque na imprensa francesa -, a França é descrita como o “Império do Mal” no que diz respeito ao roubo de tecnologia.

“A espionagem francesa é tão extensa que os danos (que provoca) à economia alemã são mais elevados do que os danos provocados pela Rússia ou a China”, de acordo com um telegrama atribuído à embaixada dos Estados Unidos em Berlim.

Uma das pessoas citadas no correio diplomático norte-americano e que denunica a situação é Berry Smutny, diretor geral da OHB Technology, uma empresa alemã ligada ao sector de satélites.

“A França é o Império do Mal no que toca ao roubo de tecnologia, e a Alemanha sabe disso”, terá referido o empresário alemão em outubro de 2009, numa conversa privada com diplomatas norte-americanos.
O diário norueguês foi o último jornal a receber a totalidade dos 250 mil telegramas da diplomacia norte-americana, que o portal WikiLeaks cedeu em exclusivo aos cinco maiores jornais internacionais (The Guardian, El País, New York Times, Le Monde e Der Spiegel).